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Parceira estratégica do Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos assina Termo de Convênio

Por Tadzio Estevam


A Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi oficializada como parceira estratégica do projeto

Estiveram presentes representantes da Diaconia, Embrapa Algodão, Instituto C&A, UFS e movimentos sociais. Fotos: Acervo Diaconia

(De Nossa Senhora da Glória/SE)

A Universidade Federal de Sergipe (UFS), especificamente, o Campus de Nossa Senhora da Glória, distante 119 quilômetros de Aracaju, foi oficializada na manhã da última terça-feira (12) como parceira estratégica do Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos. A assinatura do Termo de Convênio aconteceu na unidade sertaneja de ensino e contou com as presenças dos representantes da Diaconia (coordenadora do projeto), UFS, Embrapa Algodão (outra entidade parceira), Instituto C&A e movimentos sociais. O projeto teve início em agosto de 2018 e conta com o apoio técnico e financeiro do Instituto C&A.

O professor Felipe Jalfim, coordenador do projeto pela UFS, afirmou que o convênio fortalece a ação do campus do Sertão para que o resgate da cultura do algodão se dê com a participação da agricultura familiar em bases agroecológicas, fazendo com que os agricultores avancem na cadeia do produto. “O objetivo do evento é celebrar esse convênio, assim como a diversificação produtiva na Bacia Leiteira do Alto Sertão Sergipano, juntamente com os representantes de todas as parcerias desse projeto”, complementa. Em Sergipe, o projeto irá beneficiar 269 famílias agricultoras cadastradas, localizadas em 30 assentamentos. Somando todos os territórios, o número de famílias chega a quase duas mil.

Paralelo à produção do algodão e de outras culturas consorciadas como milho, feijão e gergelim, haverá o fortalecimento dos Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPACs) — associações habilitadas em conferir o Selo Orgânico Brasileiro aos produtos consorciados –, através de ONGs locais com experiência em Agroecologia, que serão responsáveis pelo assessoramento técnico. À UFS, caberá estudar meios para agregar valor às culturas no tocante ao processamento dos produtos do consórcio (feijão, milho e gergelim), assim como estar envolvida na formação do OPAC no estado de Sergipe.

Reitor Ângelo Roberto Antoniolli assinou o Termo de Convênio entre a UFS e o Projeto Algodão

“O objetivo deste campus, que tem apenas quatro anos de funcionamento, é promover cada vez mais integração com a sociedade. E este projeto vem dando provas disso. Conseguimos compor um belo arranjo produtivo e o melhor: por meio deste projeto estamos ajudando a promover cidadania, igualdade de gênero, sustentabilidade para as famílias e isso nos alegra imensamente”, disse o reitor da universidade, Ângelo Roberto Antoniolli.

Pastora Joana D’arc Meireles falou sobre a Diaconia e a parceria do projeto

A presidenta do Conselho Diretor da Diaconia, Pastora Joana D’arc Meireles, após uma apresentação rápida sobre a organização, parabenizou a iniciativa do projeto e a importância das organizações parceiras. “A Diaconia aceitou o desafio de coordenar a implementação desse projeto reconhecendo a importância dele para o Semiárido Brasileiro. E para realizar este trabalho tem como principal objetivo a atuação coletiva, acreditando que juntas e juntos somos mais fortes para mudar essa realidade. Esse projeto se torna ainda mais forte quando interagimos com a Academia, onde os corpos docente e discente se unem para trabalhar em prol da mesma ideia. Isso é muito enriquecedor. Que Deus nos abençoe nesta caminhada”.

O Instituto C&A esteve representado pela gerente do Programa de Matérias Primas Sustentáveis, Luciana Pereira. De acordo com ela, “essa parceria com a universidade é importante porque a UFS é uma parceira estratégica pois levará às famílias agricultoras o conhecimento científico, a experiência acadêmica e ainda mais presença no território”.

O Projeto — A proposta prevê a geração de renda para mais de duas mil famílias agricultoras com o aprimoramento e expansão do algodão agroecológico consorciado com outras culturas alimentares no Semiárido Nordestino. Durante o primeiro ano, dos dois anos totais de duração, o projeto favorecerá a produção de mais de 70 toneladas de pluma orgânica e em transição, juntamente com 127 toneladas de feijão, 242 de milho e 23 de gergelim em sete territórios de seis estados do Nordeste (Serra da Capivara (Sertão do Piauí); no Sertão do Cariri (Paraíba); Sertão do Araripe (Pernambuco); Sertão do Pajeú (Pernambuco); Oeste Potiguar (Rio Grande do Norte); Alto Sertão de Alagoas e Alto Sertão de Sergipe).

Diaconia — Organização social brasileira, de inspiração cristã e sem fins lucrativos, fundada em 1967. A ONG, que atua em quase toda Região Nordeste, tem como missão trabalhar para a efetivação de políticas públicas de promoção e defesa de direitos, priorizando populações de baixa renda, para a transformação da sociedade. A Diaconia trabalha em quatro linhas de atuação: Segurança Alimentar, Meio Ambiente e Clima, Justiça de Gênero e Direitos das Juventudes. A Sede da ONG é no Recife, mas a instituição possui unidades territoriais no Sertão do Pajeú (PE), Oeste Potiguar (RN) e Região Metropolitana de Fortaleza (CE). Saiba mais em www.diaconia.org.br

Instituto C&A — O Instituto C&A atua na promoção de uma indústria da moda mais justa e sustentável no Brasil. Desde 2015, quando se integrou à C&A Foundation, a organização conta com um time global e passou a compartilhar as mesmas missão, visão e estratégias para transformar a moda numa força para o bem, focando suas ações em cinco áreas: Incentivo ao Algodão Sustentável, Melhores Condições de Trabalho, Combate ao Trabalho Forçado e ao Trabalho Infantil, Moda Circular e Fortalecimento de Comunidades. A instituição oferece suporte técnico e financeiro e atua em rede para permitir que organizações sociais, marcas e outros agentes de transformação construam uma indústria da moda mais responsável. Saiba mais em: www.institutocea.org.br